domingo, 16 de maio de 2010

Toda loucura por um grande amor!

foto de ellen von unwerth
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- Alô.
- Amiga, você está bem?
- Agora tô.
- Conta o que aconteceu! Que loucura...
- Por favor, não pronuncie mais essa palavra perto de mim. Não aguento mais ouvi-la.
- Tá bom, Norma. Mas então conta.
- Desde o começo?
- Sim, ué.
- Você já sabe alguma coisa?
- Só que você foi parar no hospital.
- É... mas isso não foi o pior, Luzia. Dessa vez eu aprontei pra valer.
- Minha nossa...
- Eu estava seguindo o Zé Pedro há uns dez dias.
- Seguindo? Por que não contou isso antes?
- Porque todo mundo ia me chamar de louca!
- ... Ahm.
- Eu tinha certeza de que tinha outra na história.
- Mas vocês estavam juntos?
- Não! Nunca estivemos juntos. Mas ele não tinha o direito...
- Tá. Você tava seguindo, e aí?
- No final de semana passado, ele parou o carro em frente ao bar do Orfeu e uma garota parou na janela pra conversar com ele. Eu tive que ir até lá.
- Ai...
- Acabei discutindo com a garota e dei um barraco na frente do bar!
- Do bar do Orfeu?
- É.
- Eu nunca mais piso lá, Norma. Que vergonha!
- Mas o pior foi que o Zé Pedro ficou contra mim, me xingou, me chamou de louca e mandou que os seguranças me tirassem de lá.
- Por que será, né?
- Pode parar! Ele sempre soube da nossa história.
- Norma, a história é só sua. Já te falamos isso mais de mil vezes.
- Se for começar o sermão...
- Não, conta.
- Mas eu continuei seguindo e até acabei descobrindo onde a tal garota mora, porque o Zé Pedro foi buscá-la um dia. Quando ele foi parando o carro, eu fechei com o meu. Ele teve que parar, aí eu desci e fui em direção à ele.
- Ele tava dentro do carro dele? Sozinho?
- Sim, ficou com aquela cara de desespero olhando pra mim.
- E o que você fez?
- Pulei dentro do carro pela janela. Ele acelerou e eu fui pela rua, metade do corpo pra dentro e com as pernas pra fora.
- Meu Deus.
- Tinha umas bebidas no banco do carro, joguei tudo nele e o xinguei. Só pra ele aprender.
- Aprender?
- Foi assim que ganhei os hematomas do braço. Tô toda roxa.
- Posso imaginar.
- Daí o Zé Pedro ficou uns dias sumido.
- Posso imaginar.
- Mas eu o encontrei outra vez. Na casa dele.
- Você foi lá?
- Sim, passei um domingo inteiro lá na frente.
- Que loucura!
- Pára de falar isso! Eu estava lutando por uma história de amor.
- Tá bom, lutando horrores.
- Quando a garota chegou, eu continuei quietinha dentro do meu carro. Só que ela demorou tanto pra sair que não agüentei de curiosidade. Subi no muro dele, pelo portão do vizinho.
- Isso é crime!
- E daí? Eu tinha que ver o que tava acontecendo lá dentro!
- E viu?
- Não deu tempo.
- Assim que passei pelo portão, estava quase totalmente em cima do muro, apareceu o cachorro.
- Cachorro?
- Sim, um vira-lata enorme. Puxou minha calça até que eu caísse. Mordeu minhas pernas. Mas eu consegui escapar e subi no portão de novo pra fugir.
- E ninguém te ajudou?
- Eu não podia gritar! Senão o Zé Pedro ia saber...
- Você é louc... desculpa.
- Quando eu estava em posição de fuga, o cachorro veio correndo e...
- O quê?
- Mordeu minha bunda.
- Ai! E foi muito?
- Quarenta pontos e uma micro cirurgia. Sem falar na vergonha... ambulância, Zé Pedro, a garota, vizinhos...
- E o que o Zé Pedro te disse?
- Foi isso o que me deixou mais magoada, Luzia.
- Fala.
- Que se eu não morresse de raiva, ia morrer de loucura.
- Ah, mas não vai acontecer nenhum dos dois, amiga!
- É... eu sei. Deve ser por isso que ele registrou boletim na polícia.


Samantha Abreu

9 comentários:

Pimenta disse...

AAAAAAmo estas histórias daqui!
bjos girls.

líria porto disse...

ótimo - valeu a manhã!
besos

Amy disse...

I appreciate your PO very much the picture with the article. Continues to refuel!!

Vanessa Raiol disse...

kkkkkkkkkk. amei a história, me diverti muito com esse diálogo. parabens.

Paulo Bono disse...

De fuder.
Gosto muito de suas loucas.

abraço, Samantha

somebody disse...

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Marcos Satoru Kawanami disse...

será que o humor depende mesmo de ver alguém se dando mal?

será que o humor é mal?

será que canalizando o mal para o humor, evita-se o mal efetivo?

rir faz bem, o humor faz rir; se acaso o humor tenha algo de mal:

Deus permite o mal para transformá-lo em bem?

Fanzine Episódio Cultural disse...

O Fanzine Episódio Cultural é uma jornal bimestral (Machado-MG/Brasil) sem fins lucrativos distribuído gratuitamente em várias instituições culturais, entre elas: Casa das Rosas (SP/SP), Inst. Moreira Salles (Poços de Caldas-MG) e Cia Bella de Artes (Poços de Caldas-MG). De acordo com o editor e poeta mineiro Carlos Roberto de Souza (Agamenon Troyan), “o objetivo é enfocar assuntos relacionados à cultura, e oferecer um espaço gratuito para que escritores, poetas, atores, dramaturgos, artistas plásticos, músicos, jornalistas... possam divulgar suas expressões artísticas”.

Virna Lize disse...

kkkkkkkkkkkkk otimoooo